sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Não era tão amor assim



Tem gente que peca ao achar que qualquer 'acelerada do coração' é amor verdadeiro, e aí sofrem quando, como em um passe de mágica, ele para de bater. Mas calma. Nem tudo está perdido!
O amor é bem mais que coração batendo forte. Amor é cumplicidade, arrepios sem fim, bons modos, respeito, brincadeiras bobas, desentendimentos naturais, compreensão, reconciliações em chamas. O amor é tudo isso e uma infinidade de outras coisas. O amor é o caule que permite o bom funcionamento de toda essa estrutura, é alimentado por gestos incríveis, resistência a tempestades e flexibiliza-se para não quebrar. Quando quebra, descobre-se que não era tão amor assim, e aquela 'acelerada do coração' era algo menor: talvez uma pequena paixão, ou ainda uma queda por alguém. Uma quedinha, daquelas que machucam só um tiquinho, sabe? Só que é na hora dessa queda que a gente dramatiza tudo. A gente costuma exagerar na dor que sente. Parece aqueles tropeços na hora do recreio na escola: 'um tombo cinematográfico no meio do pátio lotado.' A gente chora muito mais pela vergonha de ser visto cair do que pela dor do próprio tombo. O que devemos fazer é somente saber superar. Isso é difícil viu, e como é! Mas a gente consegue. Sempre consegue!
E se um dia ainda restar dúvidas se o amor verdadeiro chegou, lembre-se: Os amores verdadeiros não choram por pequenos arranhões. E esse blá blá blá de que devemos amar sem esperar nada em troca é pura mentira. Claro que quando amamos esperamos o mesmo da outra pessoa. Dizem que quando somos traídos nascem galhos na nossa cabeça. Tolice! É no coração de quem trai que nasce espinhos.

Tem gente que peca ao achar que qualquer 'acelerada do coração' é amor verdadeiro. 


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