terça-feira, 5 de maio de 2015

Era tarde demais. Adeus, até nunca mais!

Você sabia... Claro que você sabia o quanto eu te amava.


Ahhh, eu te amava com todas as minhas forças. Eu te amava sem restrições. Eu amava o seu jeito, seu olhar, seu sorriso. Amava até as nossas brigas, que me faziam perceber que nada era mais forte do que o meu amor por você. Eu amava suas poucas palavras. Amava seu jeito pé no chão. Amava como você ficava emburrado toda vez que minhas fantasias eram fora do comum. Eu te amava com todas suas qualidades e defeitos. E ficava horas e horas olhando sua foto e te amando mais e mais. Eu te amava sim, e não era pouco!

Era tudo tão absolutamente lindo. Eu vivia em um conto de fadas. Até aquele dia que você me chamou para conversar dizendo que precisava de um tempo... Meu mundo caiu!!! Eu não conseguia entender o porquê dessa decisão. Nossa vida era tão linda juntos, tínhamos tantos planos. Foi então que eu comecei a gritar para você não me deixar. Eu chorava, chorava, chorava e você me deu as costas, deixando a frase: “Eu quero ficar sozinho”. Aquilo foi como uma facada nas minhas costas, até dois dias atrás você me dizia que eu era a razão da sua vida.

Sua vida não devia valer nada mesmo, hein?!

Eu mergulhei em uma depressão que parecia não ter fim. Te liguei por duas semanas, na esperança de ao menos ouvir sua voz, mas você não atendia, então eu desisti de ligar. Eu não saía do quarto para nada, fiquei em jejum por dias, desativei todas minhas redes sociais, não queria falar com ninguém. Minhas amigas me mandavam mensagens dizendo que precisavam me contar algo importante e eu não respondia. Ligações? Nem atendia. Eu não achava graça em viver sem você. Até que um dia eu decidi habilitar, novamente, uma das minhas redes socias, e foi aí que eu descobri que você estava namorando há 4 meses. Como assim?! Tínhamos terminado há 6 meses. Como alguém que queria ficar sozinho começa a namorar tão rápido? Perguntas essas que eu nunca tive respostas. Mas também não procurei saber. Essa visualização no seu perfil me deu um choque tão grande que todo aquele amor foi imediatamente transferido para mim. Eu percebi que você não merecia que eu ficasse sofrendo por você. Não merecia meus dias em jejum. Não merecia absolutamente nada de mim, nem minha raiva. E então, eu comecei a te excluir de tudo, queimei todas as nossas fotos, joguei fora tudo que me fizesse lembrar você, troquei de número. Eu não te queria mais na minha vida. Foi assim que eu comecei a viver. Comecei a cuidar de mim, entrei na academia, fiz novas amizades e continuava com a mania de ficar horas e horas olhando para algo. Só que desta vez, não era uma foto sua, era o espelho. Eu estava me amando cada dia mais, e nossa... Como isso era bom!

Cada dia que passava eu conhecia mais pessoas. Eu andava confiante pelas ruas. Estava me sentindo cada vez mais renovada. Comecei a frequentar barzinhos e baladas. Eu tinha os amigos mais festeiros que alguém pudesse ter. Todo final de semana nos reuníamos e era bagunça. Me deixei levar pelo tempo e a vida foi me mostrando como ela era extremamente linda. É claro que essa autoestima chamava a atenção de algumas pessoas. De vez quando, eu pegava alguns olhares voltados para mim, e nem me importava em saber se a crítica era boa ou ruim, eu queria mais era curtir aquela felicidade que eu tinha descoberto há tão pouco tempo. Eu dormia feliz, acordava feliz, vivia feliz. E hoje eu vejo que, nem por um instante, eu me lembrei de você naqueles meses.

Só que um dia, ao andar pela rua, com uma amiga, transbordando de felicidade, como sempre, olhei para outra calçada e lá estava você... Sozinho, cabeça baixa, com fones no ouvido, calça jeans batida, e tristeza nos olhos. Não pude evitar notar. Será que aquele seria o sozinho que você me disse que queria ficar? É claro que não! Ninguém quer ser infeliz, ou não deveria querer.
Eu não consegui me conter e fui procurar saber o porquê você estava daquele jeito largado na rua, meio que sem rumo. E descobri que aquela sua namorada, com quem você estava há 4 meses, enquanto eu sofria pelo nosso término, tinha te traído, e que você estava espalhando aos quatro cantos que tinha se arrependido do que fez comigo. Olha só! Eu estava tão feliz vivendo minha nova vida, que mal pude perceber os comentários ao redor de mim. Só que já era tarde, eu não te queria mais. Eu tinha percebido que todo aquele amor que eu tinha dado a você, era apenas o amor que eu não conseguia me dar. Eu não fui te procurar, e continuei a viver.

Continuei saindo com meus amigos, me divertindo muito. E se passaram 8 meses até que eu te encontrei em uma dessas baladas. Vi como você me olhava, mas procurei não me aproximar. Então você veio até mim. Eu bambeei, confesso. Conversamos por alguns minutos. Você recheava suas frases de elogios para mim. Estava sendo muito estranha aquela conversa, parecia que eu estava diante de um tremendo desconhecido. Até que eu não pude crer no que meus ouvidos estavam escutando. Você estava pedindo meu número e fazendo planos de passeios para nós. É sério, você fez isso mesmo? Você simplesmente apagou tudo o que me fez passar. Estou aqui esperando o seu ‘Eu fui um idiota’ ou coisa do tipo. Cara, sem palavras. Fiquei perplexa e ainda fico quando me lembro disso. Mas enfim, passei o tal número que você queria e fui embora dizendo “Tchau, preciso ficar sozinha, ou melhor, curtir sozinha”.

Soube que você tentou ligar para o número que te passei e... Surpresa! Era um número qualquer, que por acaso, veio a ser o número do padeiro. É eu te passei o número errado. Você achou, realmente, que eu te passaria o meu número depois de tudo que superei?! Minha despedida foi exatamente igual a sua. Eu queria ficar sozinha, só que ao contrário de você, eu não voltei atrás. Eu me valorizei quando te perdi, e quanto a isso, sou extremamente grata.

Seja feliz, mas dessa vez, sem mim.


Você sabia... Claro que você sabia o quanto eu te amava.