Você já deve saber que a vida é curta e que não devemos perder tempo com coisas tão banais que não nos faz bem. Mas e quando aquele tempo que “perdemos” não é tão banal assim? E quando o momento é bom? E quando ele é o único que temos para viver tal coisa? Será que assim vale a pena perdê-lo?!
Bom, esse é um questionamento que eu tenho feito para mim todos os dias. E hoje, eu me decidi não me questionar mais de nada, não me
condenar e não me julgar por atitudes já tomadas. Não se apaga o passado, não
se vive no futuro e eu não vejo nenhum motivo para eu ficar me condenando, consecutivamente. Vou aproveitar o hoje, o agora.
Sem arrependimentos, decidi fazer tudo que “me der na telha”,
vou viver tudo o que eu tiver para viver, realizar todas as experiências que eu
tenha vontade, fazer tudo aquilo que eu quiser e quando quiser. Vou ser feliz
com meus erros e acertos, isso é bom. Pelo menos, é o que as frases de autoajuda
dizem (rsrs).
Pronto, estou resolvida. Com completo controle da minha cabeça.
Todas minhas vontades serão postas em prática. Assunto julgamento próprio, ok!!
Agora vem a segunda parte da condenação. A pior parte. A
parte que deveria ser extinta da humanidade. A parte do “disse me disse” do
povo. Eita gente que gosta de falar da vida dos outros, não? A pessoa não pode
nem fazer o que quer com a própria vida.
Quando decidimos não fazer mais jogo duro com as nossas
vontades, começam as opiniões do tipo: “Você vai sofrer!” “Vai se arrepender
depois!” “Você é louca!” “Você devia pensar melhor!”. Meu Deus, deixem as
pessoas quebrarem a cara, elas precisam disso para se montar, precisam de erros
para saber o que é certo. Gente chata, eu hein.
O melhor a fazer para lidar com gente assim é não dar a
audiência que elas querem. Quando alguém te disser, “Você é louca!”, responda, “Muito
prazer, essa sou eu”, ou então, quando disserem, “Vai se arrepender depois”,
diga, “Obrigada pelo aviso, vou fazer mesmo assim”. Repito: NÃO DÊ AUDIÊNCIA! Tenho fé que um dia elas se ocupam com a vida de outro.
A vida foi feita para se errar. Uma vida só com acertos não
tem experiências, não tem trocas de informações, não tem nada, só tédio.
Acertar, de vez em quando, é bom, mas errar é muito melhor, nos dá a
oportunidade de crescer um pouco todos os dias, e assim, a vida não fica
robótica.
Que graça teria os livros e os filmes se os personagens não
errassem em todos os capítulos para acertarem nas últimas páginas?!
Pronto, será assim agora. Vou viver, vou errar, vou aprender,
e talvez me arrepender, não ligo, serão bem vindas, todas e quaisquer
experiências e quem tiver a vida perfeita, sem nenhum erro, que atire a
primeira pedra.
