NÃO SEI. NÃO ENTENDO. DESCONHEÇO.
Vivo me perguntando como viver sem saber o que será das
próximas linhas? Como continuar na mesma estrada sem entender a realidade de
cada coisa? Como fazer meu momento? Como ser feliz agora? Como fazer tais
perguntas se desconheço todas as possibilidades de respostas? Pode ser simples,
mas aqui dentro habita uma complexidade e uma confusão sem remédio, pelo menos
nesse segundo, que é passageiro.
Tenho vários lados que sempre me confundem. Um deles é o
lado racional que repete o tempo todo: não queira o que não é seguro, não
queira. Também tenho um lado bobo que diz: deixa rolar, deixa. Bem, quero dizer que na minha cabeça existem
muitos zum-zum-zuns. Domá-los é mais difícil do que se pensa. Escolher qual levar a sério, mais ainda. Só que decidi algo
que talvez me ajude qual lado seguir. Decidi não mais me entristecer pelo o que
não ouço ou leio. Decidi que no próximo amanhecer só vou pensar no que tenho de
bom, vou rasgar o modelo de perfeição que desenhei, pois nada é perfeito e também
não preciso ser.
Eu sei que posso me segurar em Deus, que tudo sabe. Posso
também me escorar no tempo, que tudo revela. Eu posso muita coisa. Pensando
assim, eu não quero estar enganada, em meio a essa confusão devo sim saber de
alguma coisa, saber qual caminho seguir.
Descobri nas entrelinhas que a vida é muito mais. O que ela me reserva vai
além, bem além de tudo que minha mente limita enxergar. Afinal de contas
há sempre um ponto de luz à espera. Nunca mais vou sorrir sem vontade ou
falar palavras amorosas porque acho que sei o que os outros querem ouvir. A
partir de o próximo amanhecer, vou viver minha vida sem medo de ser feliz. E
mesmo carregando algumas interrogações, é pra lá que eu vou. Vou para aquele
ponto de luz que está à minha espera. Quem sabe assim as coisas ficam mais
claras e eu possa pegar uma estrada mais segura. Quem sabe.
Poderá me custar algumas lágrimas, falta de apetite
e umas noites sem dormir. Ainda assim será melhor do que uma vida
inteira cheia de arrependimentos com o peso de uma má
escolha. Ser feliz é um dever. Abro mão do que for preciso e do que acho que preciso, só
para me ver feliz. Custe o que custar.